Águas-vivas causam mais de 2,3 mil casos de queimaduras em cinco dias, no Litoral

É comum ver veranistas desviando de águas-vivas – ou mães d’água, como costumamos dizer no Rio Grande do Sul – mortas nas areias do litoral gaúcho. A preocupação maior mesmo é quando estão na água e bem vivas. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RS (CBMRS), desde o início da operação RS Verão Total, no sábado, até a tarde desta quarta-feira, 2,3 mil pessoas sofreram queimaduras por contato com os animais marinhos, também chamados de medusas.

O chefe da assessoria de operações do RS Verão Total, major Isandré Antunes, diz que o número é um pouco menor do que o ano passado, mas dentro do mesmo padrão que o mesmo período de 2018. “Na temporada anterior foram, ao todo, 111.417 ocorrências relatadas por banhistas”, enumera. Antunes explica que o fenômeno é geral no Estado, não acontece mais em uma região específica.

“Ocorrerá onde houver mais pessoas nas praias. Não dá para dizer que há uma concentração maior em determinado ponto, desde que começamos a cadastrar este tipo de caso, há três anos”, diz.

Para aqueles que creem na antiga e popular indicação de colocar urina no local das queimaduras, Antunes rapidamente desmistifica: “A recomendação médica é vinagre de álcool. Se for utilizar gelo, o envolva em saco plástico evitando contato direto sobre a pele. E, também, água corrente do próprio mar. Em todas as guaritas de guarda-vidas do litoral Norte têm vinagre à disposição de banhistas que precisarem. O major indica que, após qualquer contato com uma água-viva, a primeira providência é sair do mar. “Não coçar e esfregar”, recomenda.

A médica Vanessa Maria Mendes Martins Pinto vai na mesma linha: “Ao entrar em contato com a pele, as águas-vivas liberam uma substância urticante, que é a responsável pela sensação de queimadura. É um mecanismo de defesa da espécie. Após o choque, é preciso lavar o local com água salgada, pois a doce faz com que os tentáculos liberem mais veneno”.

Como as mães d’água estão em seu habitat, a única forma de se prevenir é evitar o contato e se informar sobre a presença delas na região. Quando os sintomas aparecem com mais gravidade, o recomendado é buscar um atendimento de emergência.

De acordo com Vanessa, se, mesmo após as primeiras medidas, surgirem bolhas ou sensação de vertigem, se o indivíduo apresentar dificuldade para respirar, suor excessivo ou dores de cabeça, é necessário procurar um hospital para identificar e interromper esses sintomas. Conforme a médica, também é preciso, nos dias que sucederem o ocorrido, evitar a exposição ao sol.

Major Antunes acrescenta que é preciso evitar o uso de água com cloro no local afetado. O Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT) também reforça os cuidados que banhistas do litoral devem ter com a presença de animais marinhos, como águas-vivas e caravelas. O contato com estes tipos de animais – chamados de cnidários – pode causar dor intensa, ardência, lesões e bolhas na pele, como disse a médica.

Por Christian Bueller (Correio do Povo)

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