5ª Pedal das Meninas reúne 65 ciclistas

Um grupo de 65 ciclistas participou do 5ª Pedal das Menina que faz parte do Circuito Rotas Cicloturismo no Sul e tem como objetivo pedalar em sintonia com a natureza conhecendo pontos turísticos. Grupos de Criciúma, Tubarão, Sangão, Capivari de Baixo, Meleiro e Cachoeirinha do Sul curtiram as belezas naturais de Nova Veneza e Siderópolis. O evento aconteceu na manhã deste domingo, dia 10.

O ponto de saída foi o Texugo Biker’s Pub, localizado no Distrito de Caravaggio. Eles desbravaram estradas do interior passando pela Casa de Pedra, pela famosa rua coberta e pela Vinícola Borgo, em Nova Veneza. Também conheceram a Cachoeira do Bianchini, a Barragem do Rio São Bento e o Santuário Aguaí Ecológico, em Siderópolis. O roteiro completo foi de 40 quilômetros, mas ciclistas que preferissem tiveram a opção de escolher uma rotas mais curtas de  27 quilômetros.

Eduardo Schuakoski é comissário da Federação Catarinense de Ciclismo e trabalhou na organização do evento. Sua dedicação ao esporte iniciou há quase trinta anos. “Nós que temos paixão por isso, queremos reunir pessoas para praticar junto. Tivemos a desistência de 20 pessoas inscritas porque o tempo não estava ensolarado. Infelizmente nem todos entendem que um tempo chuvoso também pode trazer experiências diferentes e igualmente prazerosas. Quem veio não vai esquecer”, comentou Shuakoski.

O vice-prefeito de Nova Veneza, Elzio Milanez, reconheceu a deficiência de ciclovias na cidade e que é preciso melhorar os caminhos pelo interior. “Há um projeto pronto pra fazer um clicovia de aproximadamente cinco quilômetros que ligará o Santuário de Caravaggio ao centro da cidade, temos os recursos, mas para dar início às obras estamos negociando com a Casan mudanças na rede de água”, informou o Milanez.

Casal que faz cicloviagem participou do 5ª Pedal das Meninas

Um casal que saiu pedalando de Florianópolis no dia 16 de setembro e tem como destino Ushuai, cidade turística da Argentina localizada no extremo sul da América do Sul, acompanhou o evento.

Jane Terezinha Fugiwara, 60 anos, mãe de três filhos, nasceu no Mato Grosso. Durante 15 anos trabalhou no Ministério da Agricultura, em São Paulo. Há 15 anos, está casada com Gabriel Ramos Fugiwara, 37 anos, formado em Processos Gerenciais. Ele adotou o sobrenome dela porque pretendiam morar no Japão, mas uma crise assolou aquele país e mudaram os planos.

Ela não queria mais um emprego formal, com horários e regras a serem cumpridas. Disse que prefere fazer faxina porque pode ir com a roupa que quiser sem necessidade de ter as unhas pintadas, e que gosta de cuidar de crianças porque a relação é espontânea e não precisa ficar sorrindo para clientes. Sua história de vida está repleta de exemplos de uma mulher que gosta de sair na vida cotidiana. “Quando eu era adolescente passei dois anos ajudando o meu pai a desbravar parte da região da Amazônia. Tínhamos mais medo de macacos que andavam em banco e podiam nos atacar pela jugular do que das onças que nos cercavam. Era muito legal”. Contou Jane.

Ele nasceu em São Paulo, fez cursos durante a pandemia para trabalhar como gerenciador de tráfego. Era visto como uma pessoa chata pela minha família porque tudo tinha que ser organizado. Não gostava de sair de casa, preferia ficar assistindo televisão ou jogando videogame. No começo não curtia a viagem, ficava estressado porque se preocupava com o lugar onde ia dormir na noite seguinte. “Aprendi muito com a postura mais leve da Jane de improvisar o rumo da viagem. Aprendi a resolver o problema e não lamentar o que aconteceu. Acredito que desenvolvi minha inteligência emocional, lido melhor com as incertezas”

A idade da Jane gerou sentimentos de urgência em colocar em prática o sonho. Não tinham tempo para economizar dinheiro por um tempo. Buscaram inspiração em um ciclista que estava dando volta ao mundo e foram descobrindo outros que tinham propósitos semelhantes.

Hoje o casal não tem mais uma residência fixa, nem horários agendados ou datas para chegar e sair das cidades. Fazem novos amigos todos os dias. Transformaram duas bicicletas numa casa ambulante. Nela carregam a barraca, a cozinha, o guarda-roupa e objetos pessoais. Eles se preparam durante dezoito meses vendendo coisas da casa onde moravam para comprar coisas que precisariam quando estivessem na estrada.

Para sobreviver vendem pequenas essências usadas para perfumar carros e banheiros. Suas experiências de viagem podem ser acompanhadas no Instragram @quandofazsentido.

Reportagem: Ana Lúcia Pintro: Professora Matemática

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