Faltando três meses para o início da temporada de veraneio, a Rota do Sol exige atenção redobrada dos motoristas em alguns pontos. Além dos buracos que surgem de tempos em tempos, obras também causam estreitamento de pista na descida da Serra.

Para quem se desloca entre Caxias do Sul e Litoral, os cuidados são necessários já na saída da cidade, a partir do viaduto com a BR-116. Nesse trecho, há diversos buracos pequenos, que exigem manobras de desvio. Um buraco de grande porte, no entanto, pode pegar de surpresa os motoristas no declive que antecede a rótula de acesso a Santo Homo Bom.

Um pouco mais à frente, entre o acesso a Fazenda Souza e a barragem do sistema Faxinal, outra cratera está presente no meio da pista, rodeado por falhas menores. A partir dali, a rodovia segue com boas condições gerais até Lageado Grande. Buracos de grande porte que existiam nesse trecho foram fechados. Contudo, o motorista precisa redobrar a atenção apenas na localidade de Décio Ramos e pouco antes do trevo de Lageado Grande, devido a alguns buracos pequenos e falhas na pista.

Antonio Valiente / Agencia RBS
Buracos pequenos e falhas na pista perto de Lageado GrandeAntonio Valiente / Agencia RBS

Entre São Francisco de Paula e a localidade de Tainhas, a Rota do Sol apresenta boas condições de pavimentação e sinalização. O trecho foi o último a receber obras de recapeamento, enquanto no segmento entre Caxias do Sul e Lageado Grande a recuperação ocorreu há cerca de cinco anos. Apenas um trecho de cinco quilômetros não foi recuperado na época, em Tainhas. É justamente este ponto que apresenta asfalto e sinalização mais deteriorados.

Seguindo viagem, contudo, a falta de manutenção também se revela a medida em que o Litoral fica mais próximo. Há buracos pouco depois do entroncamento de acesso a São Francisco de Paula pela RS-020, e falhas menores entre Aratinga e o início da descida da Serra.

No trecho de viadutos e túneis, o alerta principal é para dois estreitamentos devido a obras (veja abaixo). Um deles fica no km 4 da RS-486, onde houve queda de barreira em 2019. O outro é na saída do segundo túnel para a construção de um reforço para o leito da rodovia. O trecho também apresenta muitas ondulações na pista devido ao fluxo intenso de caminhões.

Entre Itati e Terra de Areia, a quantidade e o tamanho dos buracos aumenta na medida em que se avança em direção às praias. A quantidade não chega a inviabilizar a viagem, mas pode causar prejuízo e transtorno a um motorista desavisado. O trecho nunca passou por recapeamento completo desde a inauguração da Rota do Sol, há quase 13 anos.

— Andamos todo o dia até o centro de Terra de Areia e cada ano que passa está pior. Tem vezes que tem cinco, seis carros parados trocando o pneu — conta Rui Fernando Brusch de Aguiar, 42 anos, que há sete mantém uma banca e uma loja de tapetes às margens da rodovia, em Itati.

Já o aposentado Jatir Bonifácio Straglioto, 65, também desaprova as condições da estrada, mas avalia que a conservação já esteve pior. Morador de Caxias do Sul, ele se desloca ao Litoral quase toda a semana.

— Pelo trânsito que vai ter agora no fim do ano está muito perigosa – alerta.

A reportagem entrou em contato contato com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), mas não recebeu retorno até as 14h desta terça-feira (15).

Obras causam restrições

As duas obras que são realizadas na descida da Serra não impedem o fluxo de veículos, mas podem causar transtornos em períodos de maior movimento. O motivo é o estreitamento de pista que, na prática, elimina a faixa adicional de subida.

Para quem segue ao Litoral, a primeira obra é no km 4 da RS-486, onde ocorreram duas quedas de barreira entre maio e junho do ano passado. As pedras ficaram sobre a pista até a implantação de uma nova barreira de contenção, o que o odre agora. Embora as rochas já tenham sido removidas, uma das faixas segue interditada para que as equipes possam trabalhar. Ainda no início da obra o Daer projetava a conclusão ainda para 2020.

Já na saída do segundo túnel, equipes trabalham na construção de uma cortina atirantada de 10 metros de altura na encosta que fica abaixo do leito da via. O objetivo é criar um reforço estrutural para evitar que o terreno ceda e leve a estrada. Segundo a equipe da obra, o trabalho começou há cerca de 45 dias e tem duração prevista de seis meses, avançando, portanto, no período de veraneio.

Esta informação é do site GZH

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