2020 está prestes a se tornar um dos três anos mais quentes da História

O ano de 2020 deve terminar como um dos três mais quentes de que se tem notícia. É o que diz um relatório preliminar divulgado pela Organização Metereológica Mundial (WMO) baseado em dados de temperatura recolhidos de janeiro a outubro por especialistas e instituições de várias partes do mundo, como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A temperatura média global de 2020 deve ficar cerca de 1,2°C acima do nível pré-industrial (1850-1900)”, diz o professor Petteri Taalas, Secretário Geral da Organização Meteorológica Mundial (WMO). “Há pelo menos uma chance em cinco de exceder temporariamente 1,5 °C até 2024”, completou. O modelo final do relatório deve ser publicado apenas em março do ano que vem.

De acordo com o documento, a década de 2011 a 2020 será a mais quente da História, tendo os seis últimos anos desde 2015 como os piores no quesito temperatura média global.

O fato também se refletiu nos oceanos, que tiveram cerca de 80% de suas águas afetadas por ondas de calor. O aumento de temperatura afeta diretamente os ecossistemas ali presentes.

O secretário também lembrou que os anos com maiores índices de aumento de temperaturas coincidiram com fortes El Niños, fenômeno que eleva as temperaturas. No entanto, atualmente, estamos vivendo um ano de El Niña, que deveria ajudar a amenizar as temperaturas, algo que não tem acontecido.

Taalas lamentou o fato de que cinco anos já se passaram desde a assinatura do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, e o cenário continua extremamente desfavorável. Segundo ele, medidas mais urgentes devem ser tomadas. “Atualmente, não estamos no caminho certo.

Mesmo em um ano com medidas severas de isolamento adotadas por alguns países por conta da pandemia do coronavírus, a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera aumentou ainda mais.

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2020 tem sido, infelizmente, mais um ano extraordinário para o nosso clima. Vimos novas temperaturas extremas em terra, no mar e especialmente no Ártico. Os incêndios consumiram vastas áreas na Austrália, Sibéria, Costa Oeste dos EUA e América do Sul, enviando fumaça por todo o globo. Vimos um número recorde de furacões no Atlântico, incluindo furacões de categoria 4 sem precedentes na América Central, em novembro. As inundações em partes da África e do Sudeste Asiático levaram ao deslocamento maciço da população e minaram a segurança alimentar de milhões de pessoas”, resumiu o secretário-geral.

Redação Hypeness

Fotos: Getty Images

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